Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) identificaram dois detentos – um cumprindo pena na Máxima da Capital e outro no presídio Harry Amorim Costa, em Dourados (MS) -, que se comunicavam através de telefones celulares e comandavam uma rede de tráfico de drogas. Os presidiários são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo a promotora de Justiça do Gaeco, Claudia Loureiro Ocariz Almirão, a ação é desdobramento da operação 'Irmandade 1533', deflagrada ontem (05) em Dourados, Itaporã e Rio Brilhante para apurar a prática de crimes como homicídio, tráfico e roubo.
Dessa forma, eles acompanham a movimentação financeira do tráfico e também do PCC (contribuição paga pelos integrantes), determinam pagamentos, divisão de lucros, etc. e também contratam pessoas para o transporte de drogas e outras atividades relacionadas ao tráfico.
A promotora disse ainda que com o apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp) foram realizadas buscas nas celas dos presidiários investigados e apreendidos chips de telefone celular.
Participam da operação 23 policiais militares do Gaeco e 32 policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados e promotores de Justiça.