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Unidades móveis de teste rápido de aids estarão disponíveis nas 27 capitais até 2014

Unidades móveis de teste rápido de aids estarão disponíveis nas 27 capitais até 2014

Redação

27/02/2013 - 14h44
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O Ministério da Saúde vai disponibilizar, até o fim de 2014, unidades móveis de testagem rápida e gratuita de HIV/aids a todas as 27 capitais do Brasil. O público-alvo do trailer são homossexuais, mas o teste pode ser feito por qualquer pessoa interessada. Hoje (27), o ministério inaugurou um trailer no Rio de Janeiro. As cidades de Brasília, do Recife e de São Paulo já contam com o equipamento de testagem voluntária, que é parte do Projeto Quero Fazer, iniciado em 2011 pela organização não governamental (ONG) Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), com o apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

O diretor adjunto do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, que participou da inauguração do novo trailer, explicou que o trabalho está sendo desenvolvido em parceria com prefeituras e governos estaduais. "Estamos adquirindo 12 trailers para as capitais-sedes dos jogos, já na Copa das Confederações. E até o fim de 2014 pretendemos montar essa estrutura para atender especialmente ao público de gays, travestis, profissionais do sexo, mas também ao público em geral.” No Rio, o trailer será o segundo ponto de aconselhamento e testagem. O primeiro funciona na sede do Grupo Arco-íris, desde 2011. No ano passado, nas quatro cidades em que o projeto atua (Brasília, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro), foram realizadas 8.389 ações de aconselhamento e testagem, sendo 309 com resultados positivos. Desde o início das atividades, foram realizados 15.237 testes nas quatro capitais. Além dos testes, a equipe que trabalha no trailer dá informações e apoio às populações mais vulneráveis à doença.

O coordenador do projeto, Beto de Jesus, explicou que a iniciativa tem dado capilaridade ao Sistema Único de Saúde (SUS), pois chega a pessoas que, geralmente, têm medo de sofrer preconceito e evitam a rede pública para fazer o exame. “Trabalhamos com horários alternativos, à noite, aos domingos, quando as unidades de saúde estão fechadas. E também vamos onde essa população está. Muitas vezes, o estigma e a discriminação impedem que essas pessoas sejam atendidas na rede pública.”

Os bairros da Lapa e Madureira, locais identificados como os de maior frequência desse público na cidade do Rio, contarão com o trailer duas vezes por semana, sempre no período da noite, por cinco horas. A equipe da unidade móvel é composta por dez pessoas: uma coordenadora, dois aconselhadores, quatro educadores, dois flebotomistas (que fazem o teste) e o motorista. Embora o resultado saia em cerca de 15 minutos, todo o processo de conversa e aconselhamento dura aproximadamente uma hora. No caso de um resultado positivo, a pessoa é encaminhada para uma unidade de saúde pública.

Para Beto, o fato de os aconselhadores e flebotomistas serem funcionários de uma unidade de saúde (federal, municipal ou estadual) contribui para uma reflexão dentro das próprias comunidades e para a diminuição do preconceito. “Esses funcionários costumam indicar a pessoa com teste reagente para a unidade onde trabalham e criam uma situação mais favorável para esses pacientes. Depois da experiência no trailer, esses funcionários voltam para o serviço com uma outra cabeça”, completou. Dados do Ministério da Saúde do fim do ano passado apontam que cerca de 530 mil pessoas convivem com HIV/Aids no Brasil. Cerca de 255 mil não sabem que têm a doença.

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