A inflação registrada em Campo Grande no mês de fevereiro foi de 0,19%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG), elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp. A queda em relação ao índice de janeiro, de 1,38%, foi motivada pela queda no preço da energia elétrica patrocinada pelo Governo Federal e Companhias ligadas ao setor. Em Campo Grande, a redução foi de 18,23%, em média.
As maiores contribuições para a inflação partiram dos grupos Educação e Transportes com o aumento das mensalidades escolares e dos combustíveis que não devem se repetir nos próximos meses, segundo o Nepes. O grupo Habitação apresentou fortíssima deflação em seu índice de (-3,98%), em relação ao mês de janeiro. Os produtos que tiveram alta de preços foram: computador 10,01%, álcool para limpeza 7,31% e amaciante de roupas 5,11%. Quedas de preços ocorreram com produtos como computador energia elétrica (-18,23%), saponáceo (-6,51%) e fogão (-3,73%).O grupo Alimentação apresentou moderada inflação de 0,56%. Os produtos que mais aumentaram de preços em janeiro foram: batata 22,04%, vinagre 17,37%, repolho 15,66% e miúdos de frango 12,48%. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas, a saber: goiaba (-16,18%), limão (-13,32%) e pimentão (-9,13%).
Os pesquisados observaram forte alta de 4,04%, em média, nos preços dos produtos e serviços do grupo Transportes. Os principais aumentos ocorreram com: mão de obra de manutenção de automóveis 13,16%, gasolina 6,22%, etanol 5,65% e diesel 3,79%. As principais reduções de preços foram com passagens de ônibus interestadual (-1,87%) e automóvel novo (-0,31%). Um dos responsáveis por alavancar a inflação de fevereiro, o grupo Educação registrou fortíssima alta em seu índice, em média de 5,28%, devido a aumentos nos preços das mensalidades escolares. Cursos de idiomas também sofreram altas em suas mensalidades, média de 18,91%, e cursos superiores, 8,89%.