Tráfico de drogas, cenas de adolescentes e adultos consumindo crack e maconha na rua, brigas, de dia e de noite, registros de furtos, é parte da rotina que parece não ter fim na Vila Marcos Roberto, na divisa da vila Nhá-Nhá, em Campo Grande. O relato é do vice-presidente da Associação dos Moradores da região, Eduardo Nunes Paes, 67.
Para ele, a internação compulsória dos dependentes seria a saída, do contrário, as vilas já podem ser comparadas as “cracolândias”, os conhecidos pontos de tráfico e uso de droga, como na cidade de São Paulo.
“Vivemos por aqui uma complicação mais que policial, social”, afirmou o líder comunitário. Paes disse que além do policiamento diário, o governo local devia impor regras parecidas com as determinadas em centros como Rio de Janeiro e São Paulo. “Internação compulsória, não tem outro jeito, isso é preciso. Vemos todos os dias pessoas se drogando na rua, traficante distribuindo droga, sem serem incomodas”, afirmou o vice-presidente.
A reportagem do Correio do Estado flagrou ontem, por volta das 13h30min, um grupo de ao menos dez pessoas, entre elas mulheres jovens, consumindo droga juntos, na Rua Pirines, esquina com a Bonsucesso. Ao notarem que eram observados, o grupo se desfez e logo saiu de lá, a pé ou de bicicleta.
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