Faltando menos de 60 dias para o inverno, época em que a média diária de coletas de sangue chega a cair 40% em Campo Grande, considerado o maior centro captador e também receptor do Estado, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul (Hemosul) redobra os trabalhos de captação de doadores e pede o apoio da população para ajudar a manter os estoques de sangue dentro dos limites mínimos de reposição.
Além das condições do tempo, que desestimulam o doador a comparecer ao Hemosul, o aumento da sensibilidade da pele por causa do frio e a aplicação de vacinas — no caso da campanha de imunização contra a gripe, por exemplo, só se pode doar sangue 30 dias após a aplicação da vacina —, contribuem para o quadro de baixa, explica a gerente técnica do Hemosul, Marina Sawada Torres. “Há um declínio nas doações e temos a necessidade de intensificar as campanhas internas e externas que já fazemos”, afirmou.
Além de recorrer aos cerca de 97 mil doadores fidelizados (que doam sangue regularmente, podendo fazer isso até quatro vezes ao ano, no caso dos homens, e três vezes as mulheres), o Hemosul também costuma redobrar as campanhas com instituições na Capital e no interior do Estado. Neste fim de semana, por exemplo, houve coleta de sangue em Aquidauana e para o mês de maio, estão programadas campanhas em Campo Grande com o Rotary Club e a Igreja Adventista do Sétimo Dia e no município de Naviraí.
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