Funcionários dos Estados Unidos e de Israel confirmaram hoje que o Estado judaico bombardeou o centro de pesquisa militar de Jamraya, na Síria. Na noite de ontem, o regime sírio havia acusado o Estado judaico pelo ataque. Segundo as autoridades americanas e israelenses, o alvo era um carregamento de mísseis iranianos de longo alcance, os quais, dizem as fontes, seriam enviados ao grupo radical libanês Hizbollah. Israel não comentou oficialmente sobre a ação.
Caso confirmado, o bombardeio será a segunda ação de Israel na Síria em menos de três dias, um sinal da entrada do Estado judaico nos confrontos entre o regime de Bashar Assad e grupos rebeldes. Embora não veja vantagem no conflito sírio, a ação militar pode minar o poder do Hizbollah e de Teerã, aliados de Assad.
Funcionários do governo israelense afirmam que o ataque em Jamraya foi para destruir um carregamento de mísseis iranianos Fateh-110, que, em sua versão mais avançada, têm alcance de 300 km. Eles suspeitam que o regime sírio fosse entregar os mísseis ao Hizbollah.
Caso o grupo radical libanês conseguisse a arma, eles seriam capazes de atingir alvos em praticamente todo o território israelense, incluindo Tel Aviv. O suposto ataque confirmaria a política do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de impedir que armas cheguem às mãos de grupos armados palestinos e libaneses.
Hoje Israel também informou que enviará o sistema Iron Dome, o mais avançado em baterias de mísseis, para o norte do país, a fim de reforçar a segurança na região das Colinas de Golã, que foi intensificada nos últimos anos por causa do conflito na Síria.