O tratamento da hepatite C no Brasil está em pé de igualdade com o de países desenvolvidos. Segundo a médica Cristiane Vilella, responsável pelo atendimento a pacientes com a doença no Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os pacientes têm acesso à medicação, que é fornecida pelo Ministério da Saúde. "É uma medicação caríssima e o custo é elevadíssimo. Eles têm acesso gratuitamente. O paciente nem precisa ter um plano de saúde para poder se tratar. Isso é muito interessante".
O problema, na opinião dos especialistas, é a falta de informação. Para o responsável pelo Ambulatório de Hepatites Virais e Infectologia da Universidade Federal de São Paulo, Paulo Abrão, o teste de diagnóstico da doença deveria ser incluído automaticamente nos exames de sangue de rotina. Ele ressaltou que, como a doença não tem sintomas no início da infecção, muita gente não sabe que já está com o vírus.
"Acho que a população ainda precisa de mais esclarecimento. Muitas pessoas têm a doença e não tem o diagnóstico. Quanto mais a gente falar sobre isso e alertar sobre a transmissão, estimular as pessoas a fazerem o exame diagnóstico é melhor". Dados do Ministério da Saúde mostram que por ano surgem 10 mil novos casos de hepatite C no Brasil. A doença provoca anualmente 2 mil mortes e representa 70% das hepatites crônicas.