O governo da Venezuela aprovou a compra de 50 milhões de rolos de papel higiênico para reabastecer o país ante à falta do produto nos supermercados. O governo diz que a aquisição se deve "a compras nervosas desnecessárias" causadas pelo ambiente político do país.
Além do papel higiênico, diversos alimentos e insumos começaram a faltar nos supermercados após a morte do ex-presidente Hugo Chávez, em março. O governo culpa as empresas pelo baixo fornecimento dos produtos, a maior parte deles com preços congelados.
O anúncio foi feito pelo ministro da Indústria, Ricardo Menéndez, após reunião com Alejandro Fleming, titular do ministério do Comércio. Fleming disse que a primeira remessa, de 20 milhões de unidades, será distribuída a partir desta sexta.
Mesmo com a compra do produto importado, Fleming negou que o país enfrente deficiência na produção. Sem citar fontes, ele disse que o consumo mensal de papel higiênico no país é de 125 milhões de rolos, mas que o suposto excesso de demanda teria aumentado essa quantidade em 40 milhões.
O ministro diz que os 50 milhões são suficientes para lidar com o desabastecimento que, para ele, é causado por "campanha midiática que promove uma excessiva demanda" por papel higiênico.
"Só vamos injetar maior quantidade no mercado para acalmar o nervosismo. Vamos trazer 50 milhões para demonstrar a esses grupos que não poderão nos derrubar".