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Ao menos 56 são presos por depredação e saques em protesto

Ao menos 56 são presos por depredação e saques em protesto

Redação

19/06/2013 - 07h31
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A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou no final da noite dessa terça-feira que até o momento 56 pessoas foram presas por depredação e saques durante os protestos realizados na capital paulista.

Além disso, foram apreendidos televisões de plasma, microondas, roupas e até mesmo um fogão de quatro bocas que era carregado na praça da Sé.

Cinco dias após repressão, polícia some das ruas e vândalos depredam
Bombas de gás, spray de pimenta e cassetetes dos policiais militares sumiram das ruas de São Paulo depois daquela quinta-feira, quando manifestantes e jornalistas foram reprimidos com violência em um protesto que seguia pacífico contra o aumento da passagem de ônibus. Cinco dias depois, um novo ato terminou, na terça-feira, marcado pela ação de uma minoria de vândalos que tentou invadir o prédio da prefeitura, queimou o veículo de transmissão de uma emissora de TV e causou revolta em quem queria protestar em paz. Desta vez, a repressão parece ter dado lugar à omissão policial.

O protesto começou por volta das 17h, na Praça da Sé, quando uma multidão seguiu de forma pacífica pelas ruas da região central. A situação ficou fora de controle quando um grupo de vândalos, que seguia na frente, passou a depredar o prédio da prefeitura. Percebendo a violência, manifestantes ligados ao Movimento Passe Livre (MPL) começaram a abandonar a mobilização e seguir para a avenida Paulista.

Durante quase três horas, o que se viu na região central da capital foi uma sucessão de depredações, saques em lojas, quebra-quebra. Os 50 mil homens e mulheres que caminhavam bradando palavras de ordem, deram lugar a uma minoria de cerca de 500 vândalos que se sentiram livres para destruir o que viam pela frente.

Eles começaram pelo prédio da prefeitura, onde uma equipe da Guarda Municipal e alguns policiais da força tática faziam a segurança. Um grupo que não queria que o movimento fosse manchado pela violência, tentou impedir a ação. "Sem violência, sem vandalismo", gritavam os manifestantes, que faziam uma espécie de escudo humano para evitar que a prefeitura fosse invadida. Praticamente todos os vidros do primeiro andar foram quebrados. O prédio ainda foi pichado com a frase "R$ 3,20 não", em alusão à tarifa do transporte público em São Paulo.

Os vândalos não conseguiram ocupar o prédio, mas botaram fogo na base da PM que fica junto à prefeitura, incendiaram o carro de transmissão da TV Record e agências do Itaú, além de invadir e saquear diversas lojas da região. Dois guardas da prefeitura ficaram feridos, um deles levou nove pontos na cabeça. Em todo esse tempo, não se viu um policial sequer intervindo para impedir a ação dos criminosos. O Theatro Municipal também sofreu uma tentativa de invasão, as paredes e os vitrais foram pichados e, segundo a direção do local, as cerca de 300 pessoas que assistiam a uma ópera ficaram assustadas ao deixar o teatro e ver o rastro de destruição.  

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