Apitaço, buzinaço e discursos esclarecedores a respeito do movimento deram início à marcha dos estudantes pela Avenida Afonso Pena. Por volta das 19h, o grupo saiu do fórum e seguiu para a Câmara Municipal.
A comissão de comunicação dos estudantes e secundaristas insiste nos discursos para que o protesto da noite desta sexta-feira, embora com número reduzido de participantes, seja livre de atos de violência e arruaças.
Segundo a comissão, a vaia ao governador André Puccinelli, em frente ao prédio onde mora, na Rua Euclides da Cunha, “Não foi feita pelo grupo organizador do protesto de quinta-feira”. “Não que o governador esteja livre do nosso alvo, mas o momento foi prejudicado pelo restabelecimento da rota do protesto”, explicou um jornalista da comissão, que pediu anonimato. Segundo ele, 40% dos manifestantes voltaram-se para o protesto contra o prefeito Alcides Bernal, “quando o objetivo do movimento é a crise de representação política nacional”.
Na Concha Acústica da Praça do Rádio, os estudantes defendem o financiamento público de campanha política e denunciam que desde a primeira administração do governador André Puccinelli o passe subiu de R$ 1,10 para R$ 2,85, perfazendo o total de 150%. Os estudantes prometem passeatas semanais em Campo Grande a partir dos protestos nacionais em diversas capitais e divulgaram, no final da tarde de hoje, cópia de uma petição na internet, reivindicando ao Congresso Nacional tratamento igualitário para cidadãos comuns e parlamentares em caso de aposentadoria.
Em resumo, insistirão em que parlamentares não tenham privilégios para aposentadoria e sejam também pacientes do SUS, a exemplo de todos cidadãos brasileiros.
*Editada às 19h45min para acréscimo de informações