Quatro das 11 pessoas detidas por vandalismo, anteontem, no segundo dia de protesto, em Campo Grande, recorreram à Justiça, por meio da Defensoria Pública Estadual, para saírem da prisão por não terem o dinheiro da fiança fixada pela Polícia Civil, R$ 5,4 mil a cada um.
A maior parte das prisões ocorreu em frente à Câmara dos Vereadores porque os manifestantes tentaram invadir o prédio.
Os defensores públicos Paulo Henrique Paixão e Carlos Eduardo Bruno Marietto, moveram recursos ontem por volta do meio-dia, mas a Justiça ainda não havia se manifestado até a noite.
Paixão já previa que a causa poderia ser definida somente amanhã, segunda-feira, pois depois de o juiz avaliar o recurso, é preciso que o Ministério Público emita parecer.
Entre os detidos, um adulto e três adolescentes foram soltos assim que levados para a delegacia por falta de prova contra eles.
Já dois dos detidos são acusados de terem apedrejado outdoor do Governo do Estado, instalado entre a Rua Bahia e Avenida Afonso Pena, centro da cidade e cinco por promoverem quebra-quebra no prédio da Câmara dos vereadores.
Das sete pessoas que continuam detidas, segundo os defensores, três contrataram advogados, sendo que ontem à tarde um deles pagou a fiança, oito salários mínimos, em torno de R$ 5,4 mil.
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