O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, ridicularizou hoje os ativistas depois de semanas de protestos contra o seu governo durante um comício.
Erdogan fez um elogio a apoiadores e o público em geral por se oporem ao que ele chamou de "conspiração" contra seu país. Ontem, ele já havia dito considerar que os protestos que ocorrem no Brasil há duas semanas são, assim como os turcos, parte de uma "conspiração internacional".
"Eles [manifestantes] pensaram que as pessoas não diriam nada. Disseram: vamos queimar e destruir e fazer o que quisermos, mas as pessoas não farão nada", disse.
O ato em favor do premiê reuniu milhares na cidade de Erzurum, no leste do país. Foi o quinto que Erdogan convocou desde que os protestos começaram em Istambul, em um desafio sem precedentes ao seu governo de dez anos.
Também ontem houve novo confronto entre manifestantes e polícia na praça Taksim, em Istambul. No discurso aos partidários, Erdogan defendeu a polícia de choque que disparou canhões d'água contra multidões.
Os confrontos de ontem ocorreram depois de milhares de manifestantes se reunirem na Taksim para lembrar os três manifestantes e um policial que morreram nos protestos anteriores. Muitos se recusaram a sair, após ordens da polícia para se dispersarem.
Os problemas em Istambul começaram no início de junho quando a polícia se envolveu em enfrentamentos com manifestantes que queriam impedir um plano para desenvolver o Gezi Park de Istambul. Mais gente se uniu à causa, numa demonstração ampla de raiva com o que os críticos chamam do crescente autoritarismo de Erdogan.