Depois de gerar incerteza e temor de calote no mês passado entre os novos gestores da Santa Casa por causa de possível retenção de repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) ao hospital, a administração de Alcides Bernal (PP) volta a protagonizar nova polêmica. A Prefeitura de Campo Grande deixou de repassar R$ 200 mil por mês ao hospital, recursos extras repassados pelo município até a gestão anterior, que já somam R$ 1,2 milhão, conforme informação repassada ontem ao Correio do Estado pelo governador André Puccinelli (PMDB).
A declaração do governador foi dada após coletiva concedida à imprensa pelo diretor-presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Wilson Teslenco, na qual o dirigente anunciou que o Governo do Estado “anuiu” participação no pagamento de 50% do valor das parcelas de empréstimo de R$ 80 milhões, a ser contraído com a Caixa Econômica Federal dentro de aproximadamente 40 dias, segundo prazo estimado pela associação.
De acordo com Wilson Teslenco, a prefeitura já foi questionada sobre o porquê da falta de repasse do montante. “Temos questionado a prefeitura por isso, mas ela ainda não soube explicar o porquê. A prefeitura alega que tem motivos, mas não explicou quais são”, diz.
Até agora, a única informação que a ABCG, mantenedora do hospital, tem é que o recurso foi assegurado ao hospital por meio da adição de convênios antigos. O recurso foi garantido durante o período em que a Junta Interventora administrava o hospital. “A nossa gestão ainda não conseguiu descobrir do que se trata este dinheiro. Quando estive com o secretário (de Saúde) Ivandro, nesta semana, disse que iríamos apurar esta informação melhor”, afirmou o presidente da ABCG.
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