Pode até parecer algo pouco importante, mas quem passa até dez horas trabalhando nas feiras livres de Campo Grande sofre com a falta de banheiros. Até o ano passado, a prefeitura da Capital mantinha sanitários químicos em algumas feiras. Com a mudança do governo municipal as cabines nunca mais foram instaladas e feirantes não sabem o porquê do “sumiço” dos banheiros. É o que mostra a reportagem na edição de hoje (17) do jornal Correio do Estado.
O feirante Luiz Antônio, 47 anos, que trabalha nas feiras da Tiradentes e Coophavilla conta que desde o início do ano comerciantes estão tendo de “improvisar” para fazer as necessidades fisiológicas. “A prefeitura não mandou mais o banheiro químico. De certo o prefeito achou que era desnecessário”.
Ela explica que os feirantes contam com a ajuda de comerciantes e moradores das proximidades das feiras. “Aqui nunca teve banheiro. A gente usa o do posto de saúde. Não é certo né? Pior é quando um cliente chega perguntando onde pode ir ao banheiro e a gente não sabe o que dizer”, comenta o feirante Antônio Francisco, de 63 anos, que vende frutas nas feiras da Vila Pioneira, do Jardim das Perdizes e dos bairros Universitários, Santo Eugênio. A reportagem é de Anahí Zurutuza.