O cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, disse hoje que as recentes manifestações ocorridas no Brasil, às vésperas da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), não são contra o evento católico, mas não descartou a possibilidade de acontecerem protestos contra a igreja.
"No momento, as manifestações não são contra a igreja. Estão dentro do conjunto de manifestações que já estão vindo, aproveitando esse momento de grande visibilidade, para apresentar as suas demandas. Que possa haver alguma manifestação contra a igreja é possível, é possível", disse, após participar de um café da manhã oferecido pelo governadorGeraldo Alckmin (PSDB-SP) a jovens estrangeiros participantes da Semana Missionária, evento preparatório para a JMJ que está sendo realizado até sábado na capital paulista.
O arcebispo afirmou que não cabe à igreja se preocupar com as manifestações. "Eu não temo [protestos]. De que adianta temer? Se forem acontecer, vão acontecer. Quem deve tomar conta vai tomar conta e cada um é livre para se manifestar", declarou.
O governador Alckmin disse não acreditar na realização de protestos. "Será um grande encontro para fortalecer a fé, de vida espiritual, de valores cristãos. Esse é o objetivo. A mensagem que vem desse encontro é a mensagem da fraternidade, da vida comunitária, da participação", declarou.
Católico, Alckmin definiu o papa Francisco, que visitará o Santuário Nacional, em Aparecida (SP), na próxima quarta-feira, como "o papa da humildade, da simplicidade, que fala ao coração das pessoas".