Um estudo divulgado nesta quinta-feira (01) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o Brasil investiu R$ 63 milhões em 2010 em programas de cooperação internacional para incentivar a educação. O maior volume de recursos, R$ 31 milhões, foi liberado para custear cursos de graduação para estrangeiros no País.
Foram beneficiados pelo Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) 1.643 estudantes, sendo que 73,7% (1.211 pessoas) eram provenientes de países africanos que têm o português como língua oficial. Outros 261 (15,9%) eram da América do Sul, 118 (7,2%) de outros países africanos e 53 (3,2%) de países da América Central e Caribe.
Os dados fazem parte do levantamento "Cooperação para o Desenvolvimento Internacional", elaborado pelo Ipea em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. Não é possível fazer uma comparação com dados anteriores, pois o último estudo levava em conta ações realizadas entre 2005 e 2009. A partir de agora, os dados serão divulgados anualmente.
O Programa de Estudantes-Convênio de Graduação, criado em 1964, consiste na realização de estudos universitários, em nível de graduação, em instituições de ensino superior públicas e privadas, por estudantes provenientes de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo de cooperação. No total de R$ 31 milhões do programa, incluem-se gastos com bolsas de estudo e de auxílio, custos administrativos associados e a concessão de passagens aéreas a parcela desses estudantes. Em 2010, 47 instituições de ensino superior brasileiras abrigaram alunos estrangeiros.
A segunda iniciativa que teve maior investimento em 2010 foi o Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG), com um total de R$ 14,6 milhões. O PEC-PG está vigente desde 1981 com o objetivo de oferecer para estrangeiros a oportunidade da realização de estudos de pós-graduação em instituições de ensino superior brasileiras, em diversas áreas do conhecimento. Diferentemente do programa de graduação, a maior parcela de estudantes de pós (70%) é oriunda de países da América do Sul, seguido de 20% dos países africanos que falam o português, 9% da América Central e Caribe, e 1% de outros países africanos.