O governo brasileiro concedeu o "agrément" , a autorização necessária para a troca de embaixadores, à nova representante de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote.
Marielena é, atualmente, a número um da chancelaria cubana para América Latina e Caribe.
Neste posto, criou uma indisposição ao responder críticas do governo chileno sobre a morte do dissidente cubano Wilman Villar, que ocorreu na prisão, em 10 de janeiro de 2012, após uma greve de fome de 48 dias.
"Duvido que um governo que tem apoio de 23% [da população] ganhe popularidade inventando [que houve] uma greve de fome no caso de um delinquente comum sancionado por bater e ferir sua mulher e que morreu de uma doença sob os melhores cuidados médicos", disse a diplomata, em janeiro de 2012.
O governo cubano sempre negou que Villar fosse prisioneiro político.
No dia anterior, o então porta-voz do presidente Sebastián Piñera, Andrés Chadwick, disse lamentar "enormemente" a morte de Villar e expressou a preocupação de seu governo com "as liberdades civis e os direitos humanos" em Cuba.
As declarações de Marielena foram respondidas pelo chanceler chileno, Alfredo Moreno: "Ruiz cometeu um erro. Suas palavras entram em temas internos do Chile".
A nova embaixadora no Brasil já esteve à frente da representação cubana no Uruguai. Ela substituirá Carlos Zamora.