Cidades

Cidades

Gerente da Boate Kiss diz que seu depoimento foi 'mal-interpretado'

Gerente da Boate Kiss diz que seu depoimento foi 'mal-interpretado'

Redação

20/08/2013 - 04h00
Notícia sem imagem

O gerente da Boate Kiss e cunhado de Kiko Spohr - um dos proprietários do estabelecimento -, Ricardo de Castro Pasche, disse na tarde desta segunda-feira, durante audiência em Porto Alegre (RS), que a Polícia Civil mudou trechos de seu depoimento no inquérito que apura as responsabilidades pelo incêndio que causou a morte de 242 pessoas em Santa Maria. "Alguns pontos ficaram mal interpretados”, disse o gerente, citando o delegado Sandro Meinerz, responsável pela investigação.

"Quando foi finalizado o meu depoimento, o policial disse para ler. Comecei a ler, contestei algumas coisas e ele corrigiu. Nisso, o delegado Sandro chegou e pediu para segurar, para ver o depoimento. Quando eu fui reler o depoimento pronto, o Sandro entrou na sala e disse que queria fazer perguntas informais, mas quando vi estava digitando, e perguntando sobre andamento da boate. Quando me dei por conta... foi bem cansativo, peguei o celular e era 22h20. Estava esgotado, assinei, não reli a outra parte que tinha modificado. Tem coisa que eu não disse, ele interpretou da forma dele", disse Pasche.

Entre os trechos contestados pelo gerente, estavam depoimentos sobre as obras na boate. De acordo com o documento policial, Pasche imaginava que as grades instaladas na frente da boate seriam rejeitas pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, ele diz que não falou isso. "Sobre as barras e portas, isso foi perguntado de outra forma. Agora, dizer que eu sabia que elas não iam passar pelos bombeiros...", disse , reconhecendo apenas que as barras atrapalharam a saída do público.

O gerente relatou ainda que a espuma do isolamento acústico da boate - feita de um material inflamável e apontada pela perícia como um dos fatores que contribuíram para o incêndio - foi instalada em setembro de 2012, por recomendação dos engenheiros que vistoriaram as obras acústicas na casa noturna.

Segundo Pasche, foi realizada uma série de obras de isolamento acústico na boate, por conta do termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público, por conta de reclamação de poluição sonora. Segundo ele, as espumas foram colocadas por recomendação dos engenheiros identificados como Samir e Pedroso, em setembro de 2012. "Depois da colocação da espuma, pararam as reclamações dos vizinhos", afirmou.

Ainda sobre o isolamento acústico, o gerente afirmou que o Corpo de Bombeiros esteve na boate em setembro, após a conclusão das obras e colocação das espumas, para entregar a notificação do vencimento do alvará, e pode constatar como estava a casa no dia no incêndio, já que a configuração permaneceu inalterada até o dia da tragédia.

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

À FRENTE

Presidente do TJMS diz que tribunal será “vanguarda do Judiciário nacional"

O desembargador Dorival Pavan concedeu entrevista ao Correio do Estado depois de ficar à frente do Governo do Estado por seis dias

07/11/2026 10h30

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS)

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).