O professor doutor na escola de educação física e esporte de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) e especialista em treinamento esportivo e atletismo Enrico Fuini Puggina disse acreditar que o também docente Maurício Jorge Pinto de Souza, 29, que morreu após concluir uma meia maratona, já sofresse de alguma disfunção cardíaca.
Souza morreu na manhã de ontem após completar os 21 quilômetros de uma prova de corrida em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).
Segundo Puggina, uma pessoa que consegue correr mais de 20 quilômetros em uma prova está bem condicionada fisicamente. "Provavelmente, o professor teve uma sobrecarga cardíaca pelo esforço realizado, desencadeando um problema maior ou alguma disfunção do coração preexistente."
O especialista disse que a recomendação antes do início de qualquer atividade física é a de a pessoa passar por uma consulta médica com análise cardíaca profunda, além de não sofrer de problemas ortopédicos.
Outra indicação é que o atleta comece os treinos em provas mais curtas, antes de se dedicar a corridas longas.
Souza sofreu uma parada cardiorrespiratória após a corrida na Via Norte, em Ribeirão.
De acordo com nota divulgada à imprensa pela organização do evento, ele foi atendido pela equipe da UTI móvel do hospital São Francisco e pelo médico da prova, o vereador Jorge Parada (PT), sendo transferido à UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) Central, onde não resistiu e morreu.
Souza era professor na FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto) desde 2010 e coordenava um programa de pesquisa em agronegócios da unidade no campus de Ribeirão.