A Polícia Militar prendeu ontem à tarde três pessoas que estariam implicadas com uma quadrilha que cobrava R$ 50 mil por vaga de Medicina na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Entre os detidos, duas mulheres seriam vítimas e uma integrante do bando.
Interessados no esquema não precisavam cumprir qualquer exigência para o ingresso na instituição, como vestibular e por meio de desempenho no Enem. Embora alguns alunos tenham pagado parte do tratado com o bando, nenhum obteve êxito, isto é, ninguém virou estudante da universidade.
A polícia informou que não há participação de servidores da universidade e que o comando da quadrilha que atraía os estudantes mantém a base no Rio de Janeiro. O esquema era aplicado fora da UFGD e a vaga de Medicina ofertada era um golpe, apenas. Até ontem à tarde, a PM havia descoberto que seis pessoas já tinham depositado na conta do chefe da quadrilha, que se chamaria César, a primeira parcela pela vaga, R$ 25 mil.
A promessa da quadrilha surgiria por meio do chamam nas universidades de “vagas ociosas”.
Comunicado emitido pela assessoria de imprensa da universidade informou que no curso de Medicina não há vagas ociosas ofertadas pela instituição desde 2007.
E quando essas vagas surgem tem direito a elas algum estudante que já completou seu curso e que queira complementar com alguma disciplina, por transferência de uma universidade para outra ou se o candidato já completara um curso superior.
Até o início da noite a Polícia Militar ainda preparava o boletim de ocorrência e o caso não foi para a Polícia Federal ou Civil.