A Júlio de Castilhos antiga é que era avenida comercial de verdade. A “recauchutada” até melhorou a paisagem, o asfalto, mas, para os comerciantes é sinônimo de prejuízos, de acordo com reportagem na edição de hoje (28) do jornal Correio do Estado. Mesmo após seis meses de trânsito liberado, o comércio amarga com queda média de 50% no movimento, além de demissão de funcionários e, para piorar, ainda tem o pagamento das dívidas que foram adquiridas durante o período de interdição.
“Caiu bastante em comparação com o que era, perdemos muitos clientes. Demitiram cinco pessoas e o movimento deve ter diminuído 70%”, diz o funcionário de uma loja de informática, Fábio Gomes.
Alguns comerciantes não aguentaram o rombo no bolso e preferiram fechar o negócio ou mudar de ponto – estimativa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) é de redução de 30% no número de estabelecimentos. Andando pela avenida, podem-se notar várias portas fechadas. A reportagem é de Patrícia Belarmino.