Empresa de Campo Grande que prestava serviços de mecânica para as polícias Civil e Militar, na Avenida Salgado Filho, funcionava como uma espécie de escritório da máfia dos jogos, especialmente jogo do bicho, informa matéria publicada hoje pelo jornal Correio do Estado.
A constatação é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que ontem pela manhã realizou a Operação Gato Preto, para desarticular esquema da jogatina na Capital e Ponta Porã. Com isso, identificou ramificação criminosa com envolvimento de policiais em lavagem de dinheiro e exploração de máquinas caça-níqueis.
A equipe do Gaeco, Polícia Civil e o Batalhão de Choque da Polícia Militar cumpriram mandados de prisão e apreensão durante toda a manhã de ontem, recolhendo mais de R$ 90 mil em dinheiro e dezenas de cheques, além de várias armas, inclusive uma submetralhadora e um mosquefal. O proprietário da empresa vistoriada encontra-se foragido e um policial aposentado está entre os presos.
Segundo informações do Gaeco, no escritório da empresa foram encontrados uma pistola calibre 9 milímetros e 1 revólver calibre 38, em posse irregular. Também foram vistoriados documentos e computadores. O comércio tem convênio com o Governo do Estado e presta serviços de mecânica para as polícias Militar e Civil e ainda secretarias. Também é ponto de encontro de policiais que diariamente deixam viaturas estacionadas no local para reparos. Nenhum funcionário quis falar sobre o assunto. A matéria é assinada por Thiago Gomes e Michelle Rossi.