Reportagem na edição de hoje (26) do jornal Correio do Estado mostra que o Ministério Público Estadual (MPE) abriu inquérito civil para apurar a falta de medicamentos e materiais na Rede Municipal de Saúde de Campo Grande. No documento, a promotora Filomena Aparecida Depólito Fluminhan, recomendou o prazo de dez dias para que a situação seja explicada, sob risco do prefeito Alcides Bernal e o secretário municipal de Saúde Ivandro Fonseca, responder civil, penal e administrativamente na hipótese do descumprimento.
Desde agosto, quando recebeu uma denúncia anônima, a promotoria de Justiça de Saúde Pública acompanha a situação de desabastecimento na rede pública. A promotora Daniela Cristina Guiotti, chegou a vistoriar a Farmácia e o Almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), constatando o problema.
Na época, os dois responsáveis pelos setores admitiram o desabastecimento. No caso da Farmácia, o argumento foi de que a falta ocorreu em função das “licitações desertas”. Assim, para suprir a demanda, os postos foram obrigados a recorrer a empréstimos junto aos hospitais da Capital. A reportagem é de Rafael Bueno.