Cidades

SEGURANÇA

Lançado sistema nacional de informação

Lançado sistema nacional de informação

Redação

11/12/2013 - 16h30
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Criado por lei, o Ministério da Justiça lançou hoje o Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Publica, Prisionais e sobre Drogas) com o objetivo de padronizar informações de segurança pública no Brasil.

Longe de ter os dados prometidos pelo governo federal, o programa quer levantar informações sobre a violência no Brasil para munir o cidadão, mas também alimentar os sistemas de inteligência sobre os focos de violência por região do país.

Os dados sobre homicídios e roubos de carros serão, por exemplo, alimentados pelos próprios Estados para haver um diagnóstico da criminalidade no Brasil. Todavia, o próprio governo admite que há ainda baixa operacionalidade do sistema.

"É um avanço enorme, mas posso garantir que hoje 40% dos Estados tem informatização com condições de transmitir esses dados e 60% precisam se adequar", afirmou a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki

Segundo o governo federal, foram gastos R$ 76 milhões com os Estados para a implementação do software de alimentação do programa.

Durante o discurso de lançamento do programa o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que trata-se da "maior contribuição a segurança pública nós últimos anos". Para ele, não tem o glamour de "entrega de viaturas e, por isso, talvez não sejam manchete dos jornais". Todavia, segundo ele é impossível fazer política de segurança pública sem informação.

"O sistema permite a área de inteligência pensar a política de segurança de forma proativa e não só reagindo à violência", disse.

Cardozo afirmou aos jornalistas que a previsão é que até o final de 2014 os dados estejam mais completos, de acordo com a alimentação dos Estados.

Apesar de não ser obrigatória a participação no sistema, o Estado que não alimentar o Sinesp não receberá verbas de segurança pública.

Um dos aplicativos do sistema que já estão operacionais aos cidades é o "checkplaca". Nele, qualquer cidadão poderá saber a situação de um veículo estacionado na rua de sua casa, checando os dados pelo próprio celular.

"Mas que o cidadão não faça justiça com as próprias mãos. O aplicativo remete ao 190 para que o próprio cidadão informe a polícia", afirmou Regina Miki.
 

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