Gastos com atendimentos decorrentes de acidentes de trânsito ocuparam metade do orçamento deste ano, da saúde pública municipal de Campo Grande. De um total aproximado de R$ 600 milhões previstos para serem aplicados no setor R$ 300 milhões foram comprometidos com despesas hospitalares, segundo reportagem na edição desta terça-feira (17) no jornal Correio do Estado. A informação é do secretário municipal de saúde, Ivandro Fonseca, e foi repassada ontem, durante lançamento da campanha “Bebida no trânsito mata e nem sempre só você”, de iniciativa da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) e Ministério da Saúde, que vai trabalhar para conscientizar condutores a não dirigir, caso tenham ingerido bebidas alcoólicas.
De acordo com o secretário, internações, cirurgias e outros procedimentos integram a lista dos gastos que ocupariam os 50% do orçamento municipal. “Geralmente, as vítimas sofrem politraumatismos, que exigem atenção em diversas áreas, como ortopedia, neurologia. Além de despesas com cirurgias, há, ainda, a necessidade do pós-operatório, para acompanhamento dos pacientes. Valores gastos com transportes das unidades de resgate também estão inclusos”, citou Ivandro.
De acordo com a reportagem de Laura Holsback, ainda conforme o secretário, os R$ 300 milhões referem-se a gastos na rede hospitalar, outros R$ 18 milhões teriam sido consumidos, também ao longo do ano, nas unidades de atenção básica, para custear despesas com assistências, posteriores às cirurgias, que foram citadas por Evandro.