Preso em flagrante na quarta-feira (18) pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Campo Grande, por manter em cárcere privado durante 22 anos a mulher e quatro filhos na casa da família no Bairro Aero Rancho, o servente de pedreiro Ângelo da Guarda Borges, de 58 anos, admitiu ontem ao Jornal Correio do Estado que já foi denunciado pelo sogro por cárcere privado há 10 anos, mas nega as acusações que o levaram à prisão nesta semana, inclusive de violência doméstica praticada contra a esposa, com quem mantém união estável há 22 anos.
“Muitas pessoas têm inveja de mim, tudo que falaram é calúnia. O portão de casa fica aberto direto, não tem cárcere privado. Se fosse assim, a minha mulher não ia lá, na escola dos meninos, pegar o boletim deles”, alegou ontem, na 4ª Delegacia de Polícia da Capital, onde vai ficar recolhido até a instrução do processo na Justiça.
A explicação para as lesões de Cira, segundo o servente de pedreiro, seriam quedas constantes sofridas por ela durante a limpeza de casa e também por desmaios. “Ela toma remédio controlado, Gardenal e Buscopan”, comentou. Já para os hematomas nas nádegas da mulher, que segundo a polícia foram provocadas por uma surra com cabo de vassoura, a justificativa é no mínimo inusitada – “a gente estava fazendo amor, a cama quebrou, ela caiu e se machucou”. A reportagem completa de Daniella Arruda está na edição deste sábado (21) do jornal Correio do Estado.