A falta de limpeza de terrenos baldios em Campo Grande é a principal causa para o avanço da infestação de escorpiões na cidade. Somente ano passado, foram 262 casosde acidentes com o animal peçonhento no Estado, número que pode aumentar neste ano, ainda mais neste mês, época crítica para a proliferação. A reportagem está na edição de hoje (08) do jornal Correio do Estado.
A análise é do Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), que acompanha diariamente a situação de todo o Mato Grosso do Sul. Segundo o Centro, as chuvas tradicionais do verão, somadas ao abandono dos terremos baldios e acúmulo de lixos e entulhos é situação propícia para a proliferação de escorpiões, e aumenta o risco para a população sul-mato-grossense.
“O risco maior ocorre em terrenos abandonados e com lixo, que pode elevar o número não só de escorpiões, mas também de aranhas”, analisou a farmacêutica Flávia Luiza de Almeida Lopes, que atua no Civitox.
Somente nos últimos três anos, foram 762 pessoas picadas por escorpiões. Os efeitos são variáveis, mas vão desde dor localizada até alterações significativas na pressão arterial e frequência cardíaca.
Santa Casa
Após reconhecer a infestação de escorpiões, a Santa Casa de Campo Grande transferiu seis pacientes internados no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) para outras áreas do hospital. A ala é uma das consideradas críticas, com perigo para pacientes e servidores. A reportagem é de Vinícius Squinelo.