Instituição pública, a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do sul (UFMS) vem mudando de perfil e apostando cada vez mais nos cursos integrais. A tradicional universidade com aulas a noite já não existe mais, e quem precisa trabalhar acaba buscando as instituições de ensino privadas, conforme reportagem na edição de hoje (04) do jornal Correio do Estado.
Em 14 anos, o índice de cursos integrais na UFMS saltou de 57% para 68%, segundo levantamento realizado pelo jornal Correio do Estado, com base nos editais da realização do vestibular do ano 2000, e do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) de verão 2014.
No início do milênio, a Universidade Federal ofertava 28 cursos, 16 deles integrais e 12 de um período, normalmente matutino ou noturno. Neste ano, são 47 cursos, incluindo os tecnólogos, com 32 integrais e 15 de um período.
Segundo a reportagem de Vinícius Squinelo, dos 15 cursos oferecidos em apenas um período, seis são tecnólogos, ofertados no período noturno. O levantamento aponta que, tirando essas salas, o índice de cursos integrais oferecidos sobre para 78%.
Segundo acadêmicos, o número de atividades em período integral demonstra um novo perfil da UFMS, que não é acompanhado por políticas voltadas para os acadêmicos, prejudicando quem, por exemplo, precisa trabalhar para ajudar a família