O Ministério Público Estadual abriu procedimento preparatório para investigar possíveis irregularidades nas contas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instaurada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que teve como presidente o deputado estadual Amarildo Cruz.
O procedimento foi aberto pelo promotor de Justiça Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, após denúncia do também deputado estadual Marquinhos Trad.
Conforme ofício encaminhado pelo promotor ao presidente da CPI da Saúde, o valor gasto nos trabalhos, de R$ 350 mil, foi considerado alto.
Ainda para justificar a instauração do procedimento preparatório, Capiberibe considera que não foi apresentado o documento detalhado sobre os gastos da CPI, como solicitado pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.
O promotor ainda questiona a contratação de pessoal para a realização dos trabalhos da CPI.
Entre os resultados da investigação está a constatação de falhas em um sistema de gestão da saúde da Capital, que custou R$ 10 milhões.