A petroleira norte-americana Chevron recebeu nova autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para retomar a produção no campo de Frade, na bacia de Campos (RJ), onde, em novembro de 2011, houve o vazamento de 3,7 mil barris de petróleo, volume equivalente a 588,3 mil litros de óleo.
Em reunião de diretoria, realizada no último dia 26, a ANP aprovou a volta da operação, mas determinou que o retorno se dará de maneira controlada.
A Chevron não está autorizada, contudo, a fazer injeção de água ou perfurar novos poços no campo. As empresas de petróleo utilizam a técnica de injetar água para aumentar a quantidade de óleo retirado. A ANP não informou em quantos poços a empresa estará autorizada a voltar a operar.
Essa restrição valerá até a conclusão do relatório da ANP sobre o segundo vazamento no campo, ocorrido em março de 2013, que, segundo a agência reguladora, "carece de dados e informações a serem coletadas pela Chevron para a sua conclusão".
Em abril do ano passado, a agência já havia permitido que a petroleira retomasse parte dos trabalhos no campo.
Histórico
Em novembro de 2011, foi identificado um primeiro vazamento no campo de Frade. Em março do ano seguinte, após a petroleira alegar ter selado o buraco por onde vazou o óleo, foi vista uma nova mancha no mar, proveniente de um segundo vazamento. Gotículas de óleo emergiam lentamente de uma fissura no leito marinho.
Na ocasião, a ANP proibiu que a empresa continuasse operando no campo ou que fizesse qualquer outra perfuração no país.
Antes de interromper a produção, a Chevron produzia cerca de 60 mil barris por dia no campo de Frade, em parceria com a Petrobras, que detém 30% do ativo, e um consórcio japonês (Frade Japão), que tem cerca de 18,3%. Por causa do acidente, a empresa foi multada em R$ 60 milhões pelo Ibama e em R$ 35,1 milhões pela ANP.