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Nova-iorquino é inocentado 25 anos depois de preso

Nova-iorquino é inocentado 25 anos depois de preso

Redação

12/04/2014 - 04h00
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O nova-iorquino Jonathan Fleming, de 51 anos, teve seu primeiro dia de liberdade nesta quarta-feira (9), depois de passar 25 anos na prisão por um crime que não cometeu. Fleming foi considerado culpado em 15 de agosto de 1989 de atirar e matar o traficante de drogas Darryl Rush no Brooklyn, em Nova York.

Em sua defesa, ele garantiu que estava com a família em Orlando, na Flórida, na hora do assassinato, mas a promotoria apresentou uma lista de 53 voos que ele poderia ter pego a tempo de matar Rush em Nova York. Fleming foi, então, considerado culpado e condenado a uma pena mínima de 25 anos de prisão passível de prisão perpétua.

Em alguns estados americanos, a pessoa pode ser condenada a passar a vida toda na cadeia e, mesmo assim, ter a pena reduzida com base em aspectos como bom comportamento, revisão do caso, entre outros.

Na terça, o procurador-geral do distrito do Brooklyn, Kenneth Thompson, retirou a condenação após reabrir o caso. "Com base nos álibis-chave que colocam Fleming na Flórida na hora do assassinato, decidi retirar todas as acusações contra ele pelo interesse da Justiça", afirmou.

Eleito em novembro passado, Thompson prometeu, durante a campanha, "limpar" o gabinete do procurador, reavaliando antigos casos.

Fleming tinha um recibo do hotel da Flórida, datado de 14 de agosto de 1989 e com a marcação eletrônica de 21h27 (horário local), quatro horas antes de Rush ter sido assassinado a tiros no Brooklynn.

"No julgamento, Fleming apresentou seu álibi, e esse recibo teria corroborado sua defesa", completou Thompson.

A sentença de Fleming é uma das 12 que serão reexaminadas no Brooklyn por uma unidade especial liderada pelo professor de Direito Ronald Sullivan, da Universidade de Harvard, e que contará ainda com três advogados independentes.

A unidade entrevistou uma ex-namorada de Fleming, que disse que Jonathan Fleming havia ligado para ela na noite de 15 de agosto de 1989, na Flórida. De acordo com Thompson, essa informação foi confirmada por registros telefônicos.

Outras testemunhas que disseram ter visto Fleming atirar em Rush voltaram atrás em seu depoimento, ou foram consideradas pouco confiáveis, acrescentou o procurador.

Vários dos casos agora sob revisão foram investigados pelo detetive de polícia aposentado Louis Scarcella, que teria usado métodos ilegais para incriminar suspeitos.

 

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