Anunciado como salvação para barrar o alto valor da passagem do transporte coletivo em Campo Grande, o Fundo Municipal de Investimento para Subsidiar Tarifas Gratuitas do Transporte Coletivo emperrou e, por enquanto, não há previsão de sair do papel. Enquanto isso, a tarifa, que custa atualmente R$ 2,70, pode sofrer um novo reajuste no mês de outubro, onerando ainda mais o bolso do campo-grandense. As informações são de reportagem publicada hoje (19) no jornal Correio do Estado.
A ideia do subsídio foi aprovada em fevereiro deste ano, pela Câmara Municipal, e, desde então, não seguiu adiante. Nada de efetivo foi feito para que o fundo fosse, de fato, instituído, e a gratuidade não pesasse no bolso dos pagantes. Em dezembro do ano passado, a então diretora-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg), Ritva Vieira, afirmou que um estudo estava em curso para ver a possibilidade de conseguir recursos para abastecer o fundo. Entre as alternativas estudadas, uma era conseguir recursos de indenizações ou fundo de participações.
A estimativa, até então, era que o auxílio fosse homologado em março. Ou seja, uma nova redução no valor da passagem poderia ocorrer. Questionado, o atual diretor-presidente da Agereg, Rudel Trindade Júnior, disse que a administração do fundo compete à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). O diretor-presidente da Agetran, Jean Saliba, garantiu que, por enquanto, não tem nada garantido e estudo em curso algum para a implementação do fundo. Segundo Saliba, há necessidade de uma palavra do prefeito, para que os estudos sejam retomados. “A Câmara Municipal aprovou a criação de um fundo. A prefeitura deveria, em um determinado prazo, regulamentá-lo. Mas ele não foi regulamentado na época. A menos que o atual prefeito queira fazer agora”, afirmou Saliba. A matéria é assinada por Patrícia Belarmino.