Cidades

RIO GRANDE DO SUL

Advogado de suspeita diz que morte do menino Bernardo não foi planejada

Advogado de suspeita diz que morte do menino Bernardo não foi planejada

Redação

28/04/2014 - 21h00
Notícia sem imagem

Em nova versão, o advogado da assistente social Edelvânia Wirganovicz, que admitiu ter ajudado a ocultar o corpo de Bernardo Boldrini, 11, afirma que a morte do garoto não foi planejada e ocorreu devido a uma superdosagem de medicamentos.

Demetryus Eugênio Grapiglia, responsável pela defesa da assistente-social, afirma ter ouvido o relato em visita a Edelvânia na última sexta-feira. Já a Polícia Civil investiga a possibilidade de que o crime tenha sido premeditado.

O corpo de Bernardo foi achado numa cova rasa em um matagal em Frederico Westphalen (a 447 km de Porto Alegre). O pai dele, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugolini, e a assistente social estão presos sob suspeita de participação no crime.

Segundo o advogado, que defende a anulação de um primeiro depoimento dado pela assistente-social à polícia, o remédio foi dado por Graciele, que queria fazê-lo dormir. Os dois saíram depois rumo a Frederico Westphalen, distante cerca de 80 km de Três Passos, onde morava o menino e a família. Edelvânia dirigiu o carro no caminho.

"A madrasta queria que o menino dormisse a qualquer custo. Achou que [o remédio] não fez efeito. Então aumentou e nisso deu uma dose cavalar", afirma.

De acordo com a nova versão relatada por Grapiglia, o garoto demonstrava estar sonolento e, subitamente, parou de apresentar reações. Ele não soube informar qual medicamento foi dado ao garoto.

"A Edelvânia não viu o que ela [Graciele] ministrou [o remédio]. Só viu que o menino estava desmaiado no carro e não respondia mais", diz Grapiglia, para quem a assistente-social foi pressionada pela amiga a ajudar a enterrar o corpo.

Segundo a polícia gaúcha, Graciele levou Bernardo de Três Passos para Frederico Westphalen, onde ele foi morto.

Na última semana, o jornal "Zero Hora" publicou trechos do depoimento de Edelvânia tomado no dia 14, quando o crime foi descoberto e os suspeitos, detidos.

No relato, ela afirmou ter recebido R$ 6.000 como parte do pagamento para participar do crime. Segundo Grapiglia, o depoimento ocorreu sem a presença de um advogado e não deve ser validado na Justiça. "Uma pessoa em estado de choque como ela estava assinava até a sentença de morte de Jesus Cristo se fosse o caso", diz.

A Polícia Civil afirma que não vai se pronunciar sobre as novas declarações do advogado.

A defesa do pai do garoto nega qualquer envolvimento dele com a morte de Bernardo. A reportagem não conseguiu contato com o advogado de Graciele Ugolini hoje. Segundo relato anterior da defesa, ela ainda não falou sobre o crime com ninguém. 

AFOGAMENTO

Bombeiros localizam corpo de adolescente de 15 anos no Rio Paraguai

Erick José da Silva Moraes de Arruda havia desaparecido na tarde de sexta-feira (6)

07/11/2026 12h00

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado

Bombeiros realizaram buscas na sexta-feira e na manhã deste sábado Reprodução / Diário Corumbaense

Continue Lendo...

Cidades

TJMS obriga prefeitura pagar transporte aéreo de bebê para tratamento pós-cirúrgico

Município teria negado custeio de transporte de avião, mesmo com recomendação médica em razão do tempo de vida da bebê, de 11 meses, e risco de complicações após cirurgia

07/11/2026 11h30

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses

MPE garante transporte aéreo para bebê de 11 meses Banco de Imagem

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).