Família de um bebê de apenas 13 meses de idade, internado desde março deste ano na ala de oncologia pediátrica do Hospital Regional Rosa Pedrossian, viveu horas de agonia na manhã de ontem (3), após o médico que faria uma minicirurgia na criança não comparecer para fazer o procedimento na hora marcada, deixando o pequeno paciente em jejum por 18 horas.
A situação desesperou e revoltou os pais de Isac Flávio de Oliveira Freitas, que já vivem o drama de não saber qual a real doença do bebê. “Ele já foi diagnosticado com câncer na medula, aí começou quimioterapia. Depois disseram que seria leishmaniose, começou medicamento para essa doença, mas deu reação e chegou a ficar sete dias internado na UTI.
Agora está fazendo quimioterapia de novo e os médicos marcaram essa minicirurgia justificando que assim ele aguentaria por mais tempo o tratamento”, explicou o pai, o vigilante Flávio de Oliveira Sanches, 40 anos, que, além de Isac, tem Ismael (irmão gêmeo do bebê) e mais uma filha de um casamento anterior.
Ontem cedo, ao chegar com o filho para fazer a cirurgia, a família recebeu a notícia de que a equipe médica responsável pelo procedimento ainda não havia chegado. A espera se estendeu por até quatro horas, sem que qualquer previsão sobre a chegada dos médicos ou mesmo se a cirurgia ainda seria realizada fosse dada aos pais da criança.
Durante toda a manhã, o pequeno Isac permaneceu apenas no soro, com tentativas muitas vezes vãs de ser acalmado pela mãe, Claísa Freitas, 21 anos. “Aqui é um local com pessoas especiais. Só estamos precisando de mais humanidade”, pediu. Até o fim da manhã, o bebê ainda não havia sido operado, nem um médico havia aparecido para dar informações.