Cidades

PAPUDA

Vereador é transferido de hospital no DF e unidade descarta suspeita de infarto

Vereador é transferido de hospital no DF e unidade descarta suspeita de infarto

Redação

04/05/2014 - 18h30
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O vereador baiano Marco Prisco (PSDB), que passou mal no sábado (3), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde está preso desde o dia 18 de abril, foi transferido de hospital na manhã deste domingo (4).

De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Prisco foi encaminhado do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) para o Hospital de Base de Brasília, onde encontra-se em observação na Clínica Médica da unidade de saúde, onde há mais recursos para o atendimento e onde foram feitos "exames mais detalhados".

Ainda conforme a Secretária de Saúde do Distrito Federal, a hipótese de infarto foi descartada. Marco Prisco recebeu atendimento de saúde após queixar-se de fortes dores no peito. O boletim médico aponta que, neste domingo, o estado de saúde dele é estável e na segunda-feira (5), o paciente será reavaliado pelo corpo médico.

Segundo informações do advogado de Marco Prisco, Leonardo Mascarenhas, que está em Brasília, Prisco está consciente e conversando, mas não pode falar muito porque ainda se queixa de dores na região do peito e precisa poupa-se de esforços.

Mal-estar

De acordo com Leonardo Mascarenhas, advogado do vereador, com base no relato de Prisco, houve tentativa de fuga na ala em que ele está detido, interrompida pelos próprios agentes. Com isso, por saber do seu histórico policial, os presos o teriam ameaçado, achando que o esquema foi vazado pelo vereador.

"Aconteceu tentativa de fuga onde ele está preso. Ele está em ala normal, só que em cela individual. Os agentes interceptaram a tentativa, os presos sabem que ele é policial, começaram a dizer que ele tinha entregue e ameaçaram ele de morte", afirmou Mascarenhas.

O coordenador do do Sistema Penitenciário do Distrito Federal, João Feitosa, afirma que só a Polícia Federal pode responder sobre Marco Prisco. Ele afirma que não tem conhecimento a respeito da fuga.

Prisão

No dia 26 de abril, a Aspra divulgou uma carta de Marco Prisco em que pedia ações pacíficas de policiais militares em horário de folha. Uma outra foi destinada à esposa e aos filhos.

Três dias antes, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedido de liberdade feito pelo vereador. Ele está preso a pedido do Ministério Público Federal (MPF), sob justificativa de "garantia da ordem pública".

Segundo a decisão, Prisco foi detido em razão de ação penal à qual responde sobre a greve da PM de 2012. O juiz entendeu que o Código de Processo Penal prevê a prisão de quem possa cometer novamente o crime pelo qual responde. A defesa argumentou que a prisão é ilegal porque a greve na Bahia já terminou e vai entrar com um novo recurso.

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