Atitude recorrente entre os políticos de Campo Grande, antes passada despercebida pelas autoridades judiciais da cidade, virou ação civil pública no Ministério Público Federal (MPF). O episódio causou bochicho no meio político, já que este ano é eleitoral. A reportagem está na edição de hoje (06) do jornal Correio do Estado.
Daqui em diante, prefeitos, vereadores ou qualquer outro mandatário não podem, como nunca pode, mais escrever seus nomes em placas fincadas (ou totens) em frente às obras construídas com o dinheiro público.
Recentes ações movidas pelo procurador da República, Rodrigo Timóteio da Costa Silva, pedem que a Justiça Federal mande a prefeitura da Capital sumir com ao menos 1,5 mil placas que constam nomes de políticos.
Uma das medidas do MPF, ainda não examinada pela corte federal, atinge apenas o ex-prefeito da Capital, Nelsinho Trad (2005-2012), do PMDB, por improbidade administrativa, embora os antecessores também adotassem o mesmo comportamento. Noutro recurso, o procurador integra na ação a União e a prefeitura de Campo Grande.
Queixa arquivada
O advogado Vladimir Rossi, defensor do ex-prefeito Nelsinho Trad, do PMDB, disse que o conteúdo da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) já motivou antes a abertura de outras duas ações, no Ministério Público Estadual (MPE) e na Justiça Federal. E, pelas interpretações do MPE e da corte eleitoral, a denúncia não prosperou, isto é, foram arquivadas, segundo o advogado Rossi.
“A ação [do MPF] é ilegal, pedi à Justiça Federal que a desconsidere. Os totens têm caráter informativo, são até uma apelação histórica, em que consta na placa quando é que a obra foi concluída. O assunto já foi debatido na Justiça Federal e no Ministério Público Estadual, que entenderam isso, caráter informativo, apenas”, afirmou Rossi. A reportagem é de Celso Bejarano.