
Gustavo agradece o bombeiro Sarkis - Foto: Ademir Almeida / Dourados News
A família do menino Gustavo, de dois anos, se encontrou, depois de sete meses, com o bombeiro que salvou a vida da criança. A tarde do domingo 10 de novembro de 2013 ficará marcada para sempre na memória de Romário dos Santos Fernandes, 24 anos, operador de colhedeira. As informações são do Dourados News.
Naquele dia, seu filho Gustavo, engasgado, já não conseguia respirar, quando o sargento do Corpo de Bombeiros, Everaldo Sarkis, apareceu do nada e fez os primeiros socorros.
“Sempre procuramos o bombeiro para agradecer, mas ele estava fazendo curso em Campo Grande, depois estava de férias, fizemos uma carta de agradecimento, porém só conseguimos agradecer pessoalmente hoje”, contou o pai do menino que se encontrou com o rapaz na quinta-feira.
O pai lembra que no dia foram para o hospital e o pequeno ainda passou por uma parada respiratória, mas ocorreu tudo bem e hoje Gustavo está ótimo, com 2 anos e oito meses.
“No outro dia do acontecimento, o bombeiro ligou para saber como o meu filho estava – eu falei que queria pagar, ele disse que não precisava que eu tinha que agradecer a Deus e ao Corpo de bombeiros em geral. Agradeço primeiro a Deus e depois ao Bombeiro, ele chegou do nada, pegou meu filho no colo, o bebê já estava morto, sem respirar...”, contou, emocionado, Romário Fernandes.

Do outro lado da história estava o bombeiro Sarkis, numa tarde de domingo de novembro, se arrumando para ir para Campo Grande, em um curso de formação, quando ouviu um barulho a cerca de uma quadra próximo de sua casa, achou que era uma briga, mas ao se aproximar viu a cena.
“No dia estava um barulho, achei até que fosse uma briga, daí vi pessoas pedindo socorro e uma senhora com uma criança no colo, chacoalhando pensando que ia desafogar o menino daquele jeito, mas não ia. Corri lá, peguei a criança, já tinha dado parada cardíaca e ela estava sem respirar, fiz o procedimento de socorro, na terceira tentativa o menino vomitou o leite e voltou a respirar, mas bem fraquinho”, contou.
Depois de reanimar Gustavo, Sarkis ligou para a ambulância e disse para levarem o oxigênio, também não deixou os pais levarem a criança de carro [“ainda bem, lembrou ele”], pois na ida ao hospital o pequeno teve outra parada respiratória e se estivesse sem o oxigênio teria morrido.
“Sinto-me muito feliz, principalmente, por ser criança, me emociono muito porque tenho um filho quase da mesma idade que o Gustavo, quando é criança a emoção é muito maior”, disse o bombeiro.
