
Mesmo com o escândalo da cobrança de propina, o ministro da Saúde Arthur Chioro garantiu que até o dia 4 de julho serão liberados R$ 1 milhão, recurso de emenda parlamentar e o acelerador linear, dispositivo utilizado no serviço de radioterapia, estimado em R$ 3,6 milhões, para o hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. A informação é do jornal Correio do Estado.
Conforme a publicação, o diretor da instituição, Carlos Coimbra, disse ontem que o ministro Chioro enviou para cá um assessor jurídico e mandou-lhe um recado: que vai se empenhar pessoalmente para disponibilizar logo o dinheiro e o acelerador para o hospital Alfredo Abrão.
Semana passada, a Polícia Federal prendeu em flagrante, na sala do diretor do hospital, Carlos Alberto Coimbra, a servidora terceirizada do Ministério da Saúde, Roberlayne Patrícia Alves, 28.
A funcionária, que atua no ministério há três anos, em Brasília, impôs ao diretor a cobrança de R$ 150 mil para apressar a papelada para a liberação da emenda e do equipamento hospitalar.
O diretor do hospital acha “difícil” Roberlayne ter agido sozinha no esquema, como disse em depoimento à PF. No diálogo que teve com Coimbra, enquanto pegava os cheques, gravado pela PF, ela afirmou que pelo menos duas servidoras do ministério seriam suas cúmplices.
De acordo com o jornal, até o final da tarde de ontem, Roberlayne, detida na noite de terça-feira (17), permanecia encarcerada numa das celas da superintendência da PF, em Campo Grande. A reportagem é de Celso Bejarano.