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Menina com cicatrizes no rosto não foi expulsa de restaurante

Menina com cicatrizes no rosto não foi expulsa de restaurante

Redação

27/06/2014 - 01h00
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Não há evidências para comprovar que a menina Victoria Wilcher, de 3 anos, foi expulsa de uma lanchonete da rede KFC, em Jackson, no Mississippi (EUA), por estar “assustando clientes”, devido às suas cicatrizes no rosto, no início deste mês. De acordo com um porta-voz da franquia, na última terça-feira, as investigações do caso foram encerradas e, segundo os investigadores, a denúncia dos Wilcher não pôde ser comprovada. Apesar disso, a pequena ainda deve receber R$ 67 mil de doação para seu tratamento. As informações são do jornal "Toronto Star".

Rick Maynard, porta-voz da rede KFC, explicou que duas investigações foram feitas paralelamente: um interna e outra conduzida por um agente particular. Ambas não encontraram provas de que a menina passou pelo constrangimento denunciado pela avó dela e que causou comoção em todo o mundo.

“Como o resto da América, a família KFC foi tocada pela história das lesões e recuperação de Victoria”, disse Maynard. “Depois que o suposto incidente foi relatado para nossos responsáveis, duas investigações aconteceram, incluindo uma por um investigador independente. Nenhuma revelou qualquer evidência de que o incidente ocorreu. Assim, consideramos a apuração sobre o caso fechada”.

O porta-voz acrescentou: “Estamos honrando nosso compromisso de fazer uma doação de US$ 30 mil para ajudar com as despesas médicas de Victoria. Nós esperamos que todos a mantenham em seus pensamentos e orações. Ela estará, certamente, nos nossos”.

Até o momento, nenhum familiar se pronunciou oficialmente sobre o fim das investigações do caso.

Denúncia de farsa

Na última terça-feira, a fan-page no Facebook que divulgava o progresso da menina em sua recuperação (Victoria’s Victories) foi tirada do ar. O mesmo aconteceu com site para arrecadar fundos para ajudar no tratamento dela. A suspensão das páginas aconteceu no mesmo dia em que os Wilcher foram acusados de farsa por um jornal norte-americano.

Segundo o jornal Laurel Leader-Call, a história de que Victoria foi expulsa do restaurante foi inventada pela família dela para arrecadar dinheiro.

Uma fonte da publicação, que não foi identificada, afirma que os vídeos das câmeras de segurança do estabelecimento em Jackson não mostram nenhuma criança no KFC na hora em que o incidente teria corrido. Ela também relata que não há registros do pedido descrito pela avó da menina. “Isso não aconteceu”, teria dito a fonte.

A reportagem citada afirma que, segundo fontes do jornal ligadas à investigação do caso, a história teria sido inventada pela avó de Victoria, Kelly Mullins, com o objetivo de arrecadar dinheiro para o tratamento da menina.

Os parentes negaram as acusações de farsa. “Eu juro que não é uma farsa, eu nunca imaginei que isso se espalharia desta forma. O artigo que circula na web é falso. Ele mesmo diz que a investigação não foi concluída. Isso não termina até que o KFC divulgue um pronunciamento. Por favor, não acreditem em notícias falsas”, explicou a família na internet.

Além de conseguir um tratamento estético gratuito, a família ainda recebeu mais de R$ 290 mil em doações na web, além de R$ 67 mil da rede de lanchonetes.

Entenda o caso

Em abril deste ano, a pequena Victoria perdeu o olho direito e ficou com cicatrizes na boca e no nariz após ser vítima de um ataque de um cão da raça pitbull. A família da menina que, desde então, tem usado uma conta no Facebook para narrar o progresso dela, usou o espaço para protestar contra a situação vivida por eles.

“Será que este rosto parece assustador para você? Na semana passada, no KFC de Jackson, em Mississippi, este rosto precioso foi convidado a sair do local, porque estava assustando os clientes. Eu nunca mais vou por o pé em outro KFC e, pessoalmente, escreverei (sobre o caso) para o CEO da empresa”, escreveu a mãe da menina na rede social.

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