Com déficit mensal em custeio de R$ 400 mil, a diretoria do Hospital do Câncer Alfredo Abrão apresentou ao prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte a planilha financeira da entidade e, por meio do diretor-presidente Carlos Alberto Coimbra, pediu o empenho da gestão municipal para criação de uma força-tarefa para estabelecer estratégias a curto tempo para equilibrar as contas do hospital que é hoje referência nos tratamentos de oncologia. O encontro, que contou com a presença do secretário municipal de Saúde Pública, Jamal Salém, aconteceu nesta terça-feira (02) no gabinete do paço municipal.
Coimbra relatou ao prefeito que a nova diretoria assumiu o hospital em março de 2013, quando a entidade apresentava mais de R$ 17 milhões em dívidas. Esse valor reduziu para menos de R$ 12 milhões e, apesar dos esforços dos membros da diretoria, a realidade do hospital hoje é a ameaça de suspensão dos serviços laboratoriais por parte dos fornecedores e dois meses de salário dos médicos em atraso. “Precisamos de um olhar misericordioso da gestão municipal para que possamos seguir com o atendimento”, solicitou o diretor.
A diretoria do Hospital do Câncer já esteve, na semana passada, reunida com a direção da Sesau para um primeiro contato. A reunião de hoje serviu para que os membros da entidade apresentassem ao prefeito propostas de estratégias para ajudar o hospital. Com aval da Secretaria de Saúde (Sesau), o Hospital do Câncer encaminhou para a União um documento em que justifica um incremento no repasse federal à unidade, que de R$ 584 mil, passaria a ser de R$ 907 mil. Como Incentivo do Município, a proposta é aumentar o repasse de R$ 177 mil para R$ 1,3 milhão.
Olarte determinou que, de imediato, seja feito o levantamento para estudo de viabilidade do incremento por parte do Município e disse que espera que o governo municipal possa evoluir neste sentido não apenas com o Hospital do Câncer, mas com as demais unidades que necessitam de repasses da Sesau