Mesmo com chuvas 60% abaixo do esperado para o mês de junho e estiagem prolongada em Corumbá — hoje, são 37 dias sem volume significativo de chuva na região, segundo registro da estação meteorológica Uniderp Anhanguera —, primeira “seca” deste inverno não terá impacto sobre as áreas alagadas pela cheia do Rio Paraguai, que prosseguem sem tendência de baixa neste mês. A reportagem está na edição de hoje (03) do jornal Correio do Estado.
A avaliação é de produtores rurais e também tem respaldo na meteorologia. “A situação de cheia nada tem a ver com a de estiagem da cidade, porque a água (acumulada nas regiões mais baixas do Pantanal) veio de outras bacias (do Mato Grosso) e esse movimento vem desde fevereiro e março. Com base nos índices de cinco réguas do nível do Rio Paraguai que acompanhamos, a cheia atinge seu pico entre os dias 14 e 15 de julho e depois disso começa a baixar”, avalia o meteorologista da Uniderp Anhanguera Natálio Abrahão Filho.
Pela régua de Ladário, a altura do Rio Paraguai chegou ontem a 5,34 metros, nível classificado como “estável” pelo meteorologista; já em Forte Coimbra, a régua bateu em 4,42 metros e permanece subindo. No Estado vizinho, em Cáceres, o Rio Paraguai chegou ao nível máximo de 6 metros em março e, neste mês, já está abaixo do nível normal (ontem chegou ao nível minímo, de 2,26 m); já em Bela Vista do Norte, que tem impacto maior sobre a cheia do Pantanal de Corumbá, o pico foi de 6,3 metros em maio e agora o nível está em queda. A reportagem é de Daniella Arruda.