Criada em 2001 com capital de R$ 2 mil e com foco principal destacado para o poder público, a DígithoBrasil, empresa de desenvolvimento de soluções em tecnologia da informação, investigada por suposto superfaturamento em contratos com a Agência de Habitação de Mato Grosso do Sul (Agehab), faturou de oito anos para cá em torno de R$ 235 milhões do governo de André Puccinelli, do PMDB, conforme matéria publicada hoje (23) no jornal Correio do Estado. Os números indicando as somas entre a empresa e o Estado aparecem em publicações do Diário Oficial. No último acordo comercial, na semana passada, Dígitho e Secretaria Estadual da Fazenda, a Sefaz, assinaram contrato semana passada, no valor de R$ 48,8 milhões, dinheiro a ser pago à empresa em 12 meses, período de validade do combinado.
Das 13 pessoas denunciadas por suposto envolvolvimento nos contratos superfaturados entre a Agehab e a Dígitho, cinco eram sócios da empresa e dois ainda comandam o empreendimento. Embora dona de invejável notabilidade financeira a Dígitho trocou de mãos por pelo menos cinco vezes, segundo apurou o Ministério Público Estadual (MPE).
De acordo com a ação de improbidade administrativa, movida pelo MPE, Suelly Aparecida Carrilhos de Almôas Ferreira já foi sócia da Dígitho, mas hoje desempenha a função de diretora.
Wilson Silva Pinto e Antônio Felício Netto também foram donos da empresa. Na lista dos ex-proprietários da empresa aparecem ainda os nomes de Jeová Carneiro de Almeida e Rosângela de Andrade Thomaz. Hoje, segundo a ação do MPE, chefiam a Dígitho seus donos, Eliane Dias Terra da Silva e Jonas Schimidt das Neves. A reportagem é assinada pelo jornalista Celso Bejarano.