Um médico liberiano contaminado com ebola e que foi tratado com um soro experimental morreu, segundo anunciou nesta segunda-feira (25) o ministro de Informação da Libéria, Lewis Brown.
"[Ele] mostrava sinais de melhora, mas finalmente faleceu. O governo lamenta esta perda e apresenta suas condolências à família", explicou Brown, dizendo que o médico, Abraham Borbor, morreu na madrugada desta segunda-feira.
O médico trabalhava no hospital John F. Kennedy de Monróvia, um dos grandes centros de tratamento e isolamento para doentes de ebola no país.
Outros dois funcionários tratados com este soro, o ZMapp, "seguem em tratamento e há sinais de esperança", indicou o ministro.
Os Estados Unidos entregaram à Libéria no dia 13 de agosto doses de ZMapp para os três profissionais de saúde.
O tratamento, que não havia sido testado em humanos, também foi administrado em dois americanos, declarados curados na semana passada, e em um padre espanhol, que morreu no dia 12 de agosto. Os três haviam sido infectados na Libéria.
A epidemia já causou a morte de pelo menos 1.427 pessoas na África Ocidental.
O ebola, transmitido através do contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de até 90%.