Após “silêncio” da Prefeitura de Campo Grande, a Câmara Municipal voltou a cobrar a entrega de documentos do aluguel do prédio do Sírio Libanês, que vai abrigar o Hospital Municipal Pediátrico “Evaldo André Olarte”. Os vereadores querem saber, em detalhes, o que foi acertado entre o Executivo e Mafuci Kadri, presidente do Grupo El Kadri, dono do prédio. As informações são de matéria de hoje (25) do jornal Correio do Estado. O extrato do contrato foi publicado semana passada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
No documento, consta apenas o valor a ser pago pelo aluguel – R$ 194.150,00 mensais – e o período, de 12 meses, prorrogável por até 60 meses. O aluguel está na mira de três comissões permanentes da Câmara Municipal – Saúde, Orçamento e Finanças e de Obras Públicas – e de inquérito do Ministério Público Estadual, em processo encabeçado pelo promotor de Justiça Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, da 30ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. O processo corre em sigilo, a pedido do próprio promotor.
“Ainda não entregaram (os documentos), mas vamos pedir a realização de audiências públicas para tentar ver mais detalhes desse contrato”, afirmou o vereador Paulo Siufi, presidente da Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis. Ele é um dos parlamentares que cobram mais detalhes do contrato. O hospital ainda nem abriu as portas, o que deve ocorrer no início de setembro, e já é alvo de críticas e especulações. O próprio valor do aluguel, R$ 194,1 mil mensais, é considerado acima de mercado, mesmo considerando o arrendamento também dos equipamentos hospitalares. “Realmente é um pouco alto”, afirmou outro vereador, Alceu Bueno, presidente da Comissão
Permanente de Obras Públicas, que também planeja realizar outra audiência pública. A própria Comissão de Obras quer saber se não ficaria mais em conta para a Prefeitura de Campo Grande construir um novo local, e não alugar um prédio. Os parlamentares afirmam que não são contrários à implantação de um hospital especialmente voltado para crianças de zero a 12 anos. A reportagem é de Vinicius Squinelo.