O cessar-fogo estabelecido entre o governo da Ucrânia e os separatistas pró-Rússia do leste do país foi respeitado neste sábado (6), apesar de relatos das duas partes de incidentes isolados. Em comunicado, o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, informou que falou ao telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e que os dois concordaram que a interrupção das hostilidades estava sendo "amplamente respeitada".
Os dois também discutiram próximos passos para as negociações, como o monitoramento da situação pela OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) e a troca de prisioneiros.
O líder separatista em Donetsk, principal cidade controlada pelos rebeldes, Aleksandr Zakharchenko, acusou o exército ucraniano de violar a trégua e bombardear uma cidade.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Andrei Lisenko, disse que a afirmação do líder rebelde era uma provocação e negou o bombardeio. Ele acusou os rebeldes de ataques isolados, mas ainda na noite de sexta-feira (5), quando a ordem não havia chegado a todas as unidades.
As potências ocidentais acusam a Rússia de armar os separatistas e de violar a soberania ucraniana, o que Moscou nega. Um novo pacote da União Europeia de sanções contra os russos deve ser divulgado nesta segunda (8), mas pode ser suspenso se o cessar-fogo vingar.
Ainda neste sábado (6), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou as punições e disse que "sem dúvida reagirá" caso as novas medidas contra a economia do país sejam confirmadas.