Aviões da França atacaram hoje (19) estruturas do grupo radical Estado Islâmico (EI) no Iraque. Os franceses se tornaram o primeiro país a se juntar aos Estados Unidos na campanha área contra o grupo, que tenta controlar regiões estratégicas para financiar projeto de recriar o califado, forma islâmica de governo, extinta em 1924. O califado representa a unidade política do mundo islâmico e sobrepõe a ideia de pertencimento nacional, de extinção das fronteiras e de imposição da sharia, a lei islâmica.
“Esta manhã, nossos aviões Rafale fizeram um primeiro ataque contra depósito logístico dos terroristas da organização, no Nordeste do Iraque”, informou a Presidência da França. Acrescentou que o alvo foi completamente destruído e que outras operações serão executadas nos próximos dias. Os aviões franceses iniciaram missões de reconhecimento no Iraque no começo da semana. Partiram de uma base instalada desde 2009 nos Emirados Árabes Unidos, a 30 quilômetros de Abu Dhabi. Nessa base, o país tem seis caças Rafale, aproximadamente mil soldados e um porta-aviões. Ontem, o presidente François Hollande afirmou que não haverá ataques na Síria, outro país onde o EI atua.
Por conta do conflito no Nordeste da Síria, o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, anunciou a abertura da fronteira do país para cerca de 4 mil curdos que fugiram dos ataques do EI. Nativos da região conhecida como Curdistão, que abrange áreas do Irã, Iraque, Síria, Turquia, Armênia e Azerbaijão, com 500 mil quilômetros quadrados, os curdos falam idioma próprio, têm população superior a 26 milhões de pessoas e representam o maior grupo étnico sem estado do mundo.