O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, confirmou publicamente nesta quinta-feira (30) que é gay, tornando-se o primeiro líder empresarial entre as 500 maiores empresas dos Estados Unidos a assumir essa orientação sexual.
Cook, que assumiu o cargo em 2011, disse em um ensaio na revista "Bloomberg Businessweek" que nunca negou sua sexualidade, que vários colegas estavam cientes disso e que o fato nunca pareceu fazer diferença no modo como eles o tratavam.
Ele afirma que teve a sorte de trabalhar de uma companhia que "ama a criatividade e a inovação e que sabe que só pode crescer quando valoriza as diferenças entre as pessoas". "Nem todo mundo tem essa sorte", diz.
"Então me deixe ser claro: tenho orgulho de ser gay e considero que ser gay está entre os melhores presentes que Deus me deu", ele escreveu.
Cook afirma que não se considera um ativista, mas que "percebe o quanto se beneficiou do sacrifício de outras pessoas" -aquelas que reivindicam direitos iguais para os gays.
"Então se ouvir que o presidente da Apple é gay pode ajudar alguém em dificuldades para descobrir quem ele ou ela é, ou trazer conforto para alguém que se sente só, ou inspirar pessoas a insistirem em sua igualdade, então vale a pena eu compensar com a minha própria privacidade."
Apesar de só se assumir agora, Cook já era publicamente um defensor das causas LGBT. No ano passado, ele escreveu um artigo para o jornal "Wall Street Journal" em apoio a uma legislação federal nos Estados Unidos que proteja gays, lésbicas e transgêneros no mercado de trabalho.
O executivo também foi neste ano à Parada Gay de San Francisco com outros funcionários da Apple. A empresa postou um vídeo na internet mostrando o executivo se divertindo com os colegas de trabalho.
Cook também já figurava na lista dos gays mais poderosos do mundo publicada anualmente pela revista americana "Out".