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Extintor do tipo ABC está em falta, mas multa será mantida

Motoristas que deixaram para última hora reclamam de falta do produto.

Redação

04/01/2015 - 10h16

Desde a última quinta-feira (1), todos os veículos em circulação no país devem ter extintor do tipo ABC - até então, os do tipo BC também valiam. A resolução que definiu a mudança é de 2009, mas muito proprietários deixaram para a última hora e agora não encontram novo extintor para comprar em diversas regiões do Brasil.

A mudança até mudou os planos da do réveillon da agente de viagens Amanda Ribeiro, 36 anos, que não conseguiu comprar o novo modelo, mesmo depois de passar por 15 estabelecimentos e rodar 30 km no dia 31 de dezembro.

"Eu ia passar a virada em uma chácara em Cotia (na região metropolitana de São Paulo), mas voltei às 23h e passei em casa. Tem um posto policial na (rodovia) Raposo Tavares. Meu carro é 99. Foi para não arriscar, porque eles devem parar os carros mais velhos. A probabilidade de ter o extintor antigo é maior", afirmou.

No Rio de Janeiro, Aguinaldo Alves Gonçalves, 42 anos, afirmou por meio do VC no G1 que procura em postos e lojas do ramo há uma semana, mas os comerciantes dizem que está em falta. "Um frentista me disse que só no turno dele, ontem pela manhã, cerca de 40 motoristas procuraram o produto."

O problema afeta também quem já tinha extintor do tipo ABC, mas ele venceu recentemente. Este é o caso da advogada Meire Toledo antos de Oliveira, 43 anos. Ela percorreu 15 lojas na região do Morumbi e do Capão Redondo, em São Paulo, e só ouviu que novos extintores chegarão apenas a partir de 7 de janeiro. "Alguns postos estão aceitando encomendas por cerca de R$ 80", disse.

Multa
Desde 2005, todos os veículos novos já saíram de fábrica com os equipamentos do tipo ABC, de acordo com a resolução 157 do Contran. Quem rodar com o extintor fora das especificações, seja do tipo de aparelho, seja de validade, está cometendo infração grave, sujeito a multa de R$ 127,69 e inclusão de cinco pontos na carteira. E não terá desculpa.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), não há nenhum estudo ou possibilidade de suspensão da multa no momento, por causa da dificuldade de encontrar o extintor nas lojas. A resolução de 2009 deu quase 5 anos para que todo mundo se adequasse, e a falta do produto no mercado é devido a falta de organização, segundo afirmou o órgão federal ao G1.

A mudança ocorreu porque o extintor antigo, do tipo BC, é recomendado para materiais como líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos. O ABC, além destes, também é capaz de combater incêndios em madeira e tecidos, materiais comuns em carros.

Alta demanda
Os últimos dias de 2014 tiveram alta procura pelo item obrigatório nos automóveis. No Espírito Santo, os extintores custavam R$ 80, mas segundo o responsável por um posto de gasolina, é provável que o preço aumente quando o produto voltar ao mercado, devido à grande procura.

Em Fortaleza, uma das maiores lojas especializadas vendeu 3 mil unidades só em dezembro e o estoque acabou antes do Natal. Na capital do Acre, Rio Branco, o extintor chega a custar R$ 150 e há uma lista de espera.

No Mato Grosso do Sul, o sindicato local de postos (Sinpetro) diz que é difícil de encontrar o produto há cerca de 30 dias. Em Marília, no interior de São Paulo, um posto vendeu em dezembro 6 vezes mais que o normal e ficou sem estoque. Em São José do Rio Preto (SP), uma loja vendeu 4 mil unidades em um só dia.

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