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Queda

Indonésia diz ter detectado sinais das caixas-pretas do avião da AirAsia

Indonésia diz ter detectado sinais das caixas-pretas do avião da AirAsia

Redação

09/01/2015 - 10h45
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As equipes de resgate da Indonésia detectaram nesta sexta-feira (9) no fundo do mar de Java sinais que seriam das caixas-pretas do avião da AirAsia que caiu no último dia 28 com 162 pessoas a bordo, informou um dos responsáveis pela operação.

Os sinais vieram de perto, mas não do interior, dos destroços da cauda da aeronave, detalhou o chefe das Forças Armadas da Indonésia, o general Moeldoko.

"Estamos indo atrás do sinal. Mandamos mergulhadores para a direção de onde vem o 'bip'", declarou.

Esta é a primeira vez que as autoridades indonésias comentam sobre detecção de sinais sonoros após 13 dias de buscas pela aeronave. Na quarta-feira (7), destroços da cauda do Airbus 320-200 do voo QZ8501 já haviam sido encontrados no fundo do mar de Java.

Por outro lado, alguns funcionários que participam da missão de busca disseram ao canal de televisão de Cingapura Channel NewsAsia que os sinais ainda não foram identificados e é possível que não venham das caixas-pretas.

Esses equipamentos, que geralmente são instalados na cauda dos Airbus 320-200, são de cor laranja, na realidade, e gravam as conversas na cabine e as informações de voo.
Os especialistas acreditam que a análise dos dados das caixas-pretas poderão revelar as causas do acidente.

QUEDA
O voo QZ8501 decolou da cidade de Surabaia às 5h20 locais do dia 28 de dezembro e deveria chegar a Cingapura duas horas depois, mas caiu no mar de Java após 40 minutos de voo.
O avião transportava 162 passageiros, em sua maioria indonesios.

No dia do acidente havia formações de 'cumulus nimbus', nuvens em forma de espiral com ar quente e úmido que geram fortes chuvas e raios.

O piloto chamou a torre de controle na Indonésia quando sobrevoava o mar de Java pelo sul de Bornéu e solicitou permissão para virar à esquerda e subir desde 32 mil pés de altitude até os 38 mil para fugir de uma tempestade.

A permissão foi negada, já que havia outra aeronave nas coordenadas pedidas pelo piloto.
Entretanto, a torre autorizou que o voo subisse para os 34 mil pés instantes depois, mas não conseguiu mais contato com a aeronave.

ESTOL
De acordo com uma fonte próxima às investigações, dados do radar da aeronave aparentemente mostram que o avião fez uma subida brusca para evitar as tempestades que assolavam a região e ficou num ângulo "inacreditavelmente" inclinado antes da queda.

Possivelmente, a manobra foi além dos limites do Airbus 320.

"Até agora, os números mostrados pelo radar são inacreditavelmente altos. Foi uma subida brusca, muito brusca. Parece estar além dos limites de performance da aeronave", disse.

Fóruns de discussão online entre pilotos discutem sobre supostos dados de um segundo radar, que sugeriria que o avião estaria voando 100 nós abaixo do recomendado e que, por isso, pode ter entrado em estol -situação de perda de sustentação aerodinâmica-

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