O que começou como um sonho empreendedor terminou como um grande prejuízo. Comerciantes que apostaram suas economias para manter uma loja no antigo Shopping 26 de Agosto ainda não viram a cor da indenização que esperam desde que o local fechou as portas. Hoje, com processos na Justiça, eles aguardam uma decisão favorável que obrigue os antigos empreendedores a pagar pelos danos.
O advogado Regilson de Macedo Luz, que cuida do processo de 14 pessoas, conta que um deles já recebeu sentença, e foi desfavorável ao comerciante. Isso porque a Justiça acatou argumento da parte ré, que alegou que a culpa pelo insucesso do empreendimento foi dos próprios lojistas. O dono do local, que foi vendido há um ano para o Tribunal de Justiça, era Rubens Salim Saad, empresário tradicional da Capital.
“Perdemos em primeira instância porque o juiz não deu direito ao ressarcimento, o que é uma sentença impossível de se concordar, já que cada comerciante pagou por seu espaço por um período de cinco anos. Mas o empreendimento fechou antes desse tempo, em apenas dois anos e meio. Se houve uma desapropriação no curso desses cinco anos, no mínimo você teria que ter o ressarcimento dessa diferença”, sustentou.
A reportagem, de Lucia Morel, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.